O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%, e marcou o menor avanço anual desde 2018. Em dezembro, o índice subiu 0,33%, acima do registrado em novembro, mas ainda inferior à taxa observada no mesmo mês de 2024.
A composição da inflação ao longo do ano mostrou pressões relevantes em grupos específicos. Habitação foi o principal destaque, com alta de 6,79% e impacto de 1,02 ponto percentual no índice anual, influenciada sobretudo pela energia elétrica residencial. Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais também exerceram peso significativo, respondendo juntos por cerca de dois terços da inflação de 2025.

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Em sentido oposto, o grupo Alimentação e bebidas teve papel importante na desaceleração do índice. Após forte alta em 2024, os preços dos alimentos avançaram apenas 2,95% em 2025, com destaque para a alimentação no domicílio, que acumulou queda ao longo de seis meses consecutivos, beneficiada por maior oferta de produtos.
Entre os itens que mais pressionaram a inflação no ano, a energia elétrica residencial liderou os impactos individuais, seguida por cursos regulares, planos de saúde, aluguel residencial e lanches fora do domicílio. Já as maiores contribuições negativas vieram de produtos alimentícios, como arroz e leite longa-vida, além de eletrodomésticos e equipamentos.
No recorte regional, Vitória registrou a maior inflação acumulada em 12 meses, enquanto Campo Grande apresentou o menor resultado. Em dezembro, o grupo Transportes respondeu pela maior alta mensal, puxado por passagens aéreas e transporte por aplicativo, ao passo que Habitação recuou, refletindo a mudança na bandeira tarifária da energia elétrica.





