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IPCA-15 desacelera em abril, mas alimentos e combustíveis mantêm pressão inflacionária

Prévia da inflação fica abaixo das expectativas, com destaque para alta de alimentos e gasolina.

O IBGE divulgou que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, avançou 0,89% em abril de 2026, abaixo das expectativas do mercado. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,37%, também ligeiramente inferior às projeções.

O principal vetor de pressão veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 1,46% e respondeu pelo maior impacto no índice. A alimentação no domicílio acelerou para 1,77%, impulsionada por aumentos expressivos em itens como cenoura, cebola, leite longa vida e tomate, além das carnes. Já a alimentação fora do domicílio também ganhou força, refletindo o encarecimento de refeições e lanches.

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Outro destaque foi o grupo Transportes, que subiu 1,34%, influenciado principalmente pela disparada dos combustíveis. A gasolina teve alta de 6,23% e foi o item de maior impacto individual no índice, após registrar leve queda no mês anterior.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também contribuiu para a inflação, com avanço de 0,93%, puxado por reajustes em produtos farmacêuticos e itens de higiene, além do aumento nos planos de saúde. Já Habitação apresentou aceleração moderada, com destaque para a alta da energia elétrica, impactada por reajustes tarifários em algumas regiões.

Apesar da desaceleração em relação às expectativas, o resultado indica uma inflação ainda pressionada por itens essenciais, especialmente alimentos e energia, mantendo o cenário de atenção para a trajetória dos preços nos próximos meses.

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