A inflação nos Estados Unidos apresentou sinais de arrefecimento em abril, com o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) registrando alta de 0,1% em relação a março e 2,1% na comparação anual, conforme divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Comércio. O núcleo do PCE, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, também avançou 0,1% no mês, acumulando 2,5% em 12 meses, o menor patamar desde março de 2021.
Os dados vieram em linha com as expectativas de analistas e reforçam a perspectiva de que a inflação nos EUA está se aproximando da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed). Apesar disso, o banco central americano mantém cautela diante das incertezas relacionadas à política comercial e seus possíveis impactos nos preços.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Em abril, os gastos dos consumidores aumentaram 0,2%, uma desaceleração em relação ao crescimento de 0,7% observado em março. O rendimento pessoal subiu 0,8% no mês, impulsionado por ajustes em benefícios sociais e aumentos salariais. A taxa de poupança atingiu 4,9%, o maior nível em um ano, indicando uma postura mais cautelosa dos consumidores diante das incertezas econômicas.
A política comercial dos EUA continua a ser um fator de volatilidade. Recentemente, um tribunal federal suspendeu a maioria das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, mas uma corte de apelações restabeleceu temporariamente essas medidas, gerando incertezas adicionais sobre os custos futuros para consumidores e empresas.
Apesar da desaceleração atual da inflação, economistas alertam para possíveis pressões inflacionárias no segundo semestre de 2025, especialmente se os custos com moradia continuarem elevados e as tarifas comerciais impactarem os preços dos bens. O Fed, por sua vez, mantém as taxas de juros entre 4,25% e 4,50% desde dezembro e monitora de perto os desdobramentos econômicos para ajustar sua política monetária conforme necessário.





