A inflação oficial do Brasil ganhou força em março, refletindo principalmente o avanço dos preços de combustíveis e alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% no mês, acelerando em relação aos 0,70% registrados em fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE.
O resultado foi fortemente influenciado pelos grupos de Transportes e Alimentação e bebidas, que juntos responderam por 76% da inflação do período. No segmento de Transportes, a gasolina teve alta de 4,59%, exercendo o maior impacto individual no índice, enquanto passagens aéreas e o diesel também registraram elevações relevantes. Já no grupo de Alimentação, itens como leite longa vida e tomate apresentaram aumentos expressivos, refletindo tanto a redução da oferta quanto os custos mais elevados de transporte.
De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, os efeitos do cenário internacional já começam a ser percebidos, especialmente nos preços dos combustíveis. Esse movimento tem impacto direto sobre toda a cadeia de custos, pressionando não apenas o transporte, mas também os alimentos, devido ao encarecimento do frete.

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No acumulado do ano, o IPCA já registra alta de 1,92%, enquanto em 12 meses o índice avança 4,14%, acima dos 3,81% observados anteriormente. A disseminação da inflação também chama atenção: todos os nove grupos pesquisados apresentaram elevação de preços em março, indicando uma pressão mais generalizada.
Regionalmente, Salvador liderou as altas, com avanço de 1,47%, impulsionado principalmente pela gasolina e pelas carnes. Por outro lado, Rio Branco registrou a menor variação, de 0,37%, beneficiado pela queda nos preços de energia elétrica e frutas. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o índice ficou abaixo da média nacional, enquanto Belo Horizonte apresentou alta mais intensa.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, também acelerou e avançou 0,91% em março, puxado principalmente pelo aumento dos alimentos, que têm maior peso na composição do indicador.O avanço da inflação reforça o desafio para a política monetária, especialmente em um ambiente de pressões externas e custos elevados, o que pode influenciar as próximas decisões sobre a taxa de juros no país.





