A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto em relação a julho, resultado que superou a expectativa de 0,3% e representou o maior crescimento desde março, segundo dados divulgados pelo IBGE. O avanço ocorre após quatro meses de desempenho fraco, período em que o setor acumulou retração de 1,2%.
Na comparação com agosto de 2024, a indústria recuou 0,7%, mas o resultado foi levemente melhor do que o esperado. O levantamento mostrou ainda que 16 dos 25 ramos pesquisados ampliaram a produção, com destaque para os setores farmoquímico e farmacêutico (13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (1,8%) e alimentos (1,3%). Por outro lado, a produção de químicos caiu 1,6%, interrompendo três meses seguidos de crescimento.

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Entre as grandes categorias econômicas, três apresentaram crescimento em agosto: bens intermediários (1,0%), bens de consumo semi e não duráveis (0,9%) e bens duráveis (0,6%). Apenas os bens de capital, ligados a investimentos, registraram queda de 1,4%.
Apesar do desempenho positivo, economistas alertam que a indústria ainda enfrenta desafios, sobretudo pela política monetária restritiva, com a Selic em 15% ao ano, que limita o crédito e inibe investimentos. Além disso, as tarifas impostas pelos Estados Unidos, em vigor desde agosto, podem trazer pressões adicionais ao setor nos próximos meses.





