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IGP-M volta a subir em março com pressão de commodities e acende alerta inflacionário

Avanço das matérias-primas e impacto do petróleo revertem queda anterior e reforçam cautela com preços à frente.

O IGP-M voltou a subir em março, registrando alta de 0,52% após recuo de 0,73% em fevereiro, em um movimento puxado principalmente pela aceleração das matérias-primas brutas e pela influência crescente das commodities no cenário global. Apesar da recuperação no mês, o índice ainda acumula leve alta de 0,19% no ano e queda de 1,83% em 12 meses, indicando que a pressão inflacionária, embora mais recente, ainda não se consolidou no horizonte mais longo.

O principal vetor dessa retomada foi o IPA, que avançou 0,61% em março, revertendo a forte queda do mês anterior. O destaque ficou para o grupo de matérias-primas brutas, que saiu de uma retração de 2,88% para alta de 0,67%, refletindo o encarecimento de itens agropecuários como bovinos, leite, milho e feijão. Ao mesmo tempo, a escalada das tensões no Oriente Médio passou a pressionar derivados de petróleo, sinalizando uma possível disseminação inflacionária para outros setores da economia.

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Já o IPC manteve estabilidade, com variação de 0,30% pelo segundo mês consecutivo, embora com mudanças relevantes na composição. Alimentação, transportes e despesas diversas aceleraram, enquanto grupos como educação e saúde apresentaram desaceleração, sugerindo uma inflação ainda disseminada, porém com vetores distintos entre os segmentos.

No setor da construção, o INCC registrou alta de 0,36%, levemente acima do mês anterior, com destaque para o avanço da mão de obra. O comportamento reforça a persistência de pressões estruturais em custos, mesmo com alguma acomodação em materiais e serviços.

O conjunto dos dados indica uma mudança de tendência no curto prazo, com a inflação ao produtor reagindo ao ambiente externo mais adverso, especialmente diante da alta do petróleo. Para o mercado, o sinal é de atenção redobrada: caso essas pressões persistam, o impacto pode chegar ao consumidor e influenciar as expectativas para a política monetária nos próximos meses.

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