O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou queda de 0,50% em junho, revertendo a alta de 0,84% observada em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula avanço de 3,27% no ano e alta de 3,16% nos últimos 12 meses.
O recuo foi influenciado principalmente pela queda nos preços ao produtor, refletindo a acomodação das commodities energéticas e minerais após a redução das tensões em rotas estratégicas de petróleo. Além disso, produtos agrícolas como cana-de-açúcar e café em grãos também registraram retração, favorecidos por um cenário de oferta mais equilibrado e boas perspectivas para a safra.
O principal componente do índice, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), caiu 0,97% no mês, invertendo o avanço de 0,91% registrado em maio. O destaque ficou para a queda de 2,76% nas matérias-primas brutas, evidenciando uma desaceleração mais forte na base produtiva da economia.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,47% em junho, abaixo dos 0,61% do mês anterior. A desaceleração foi puxada principalmente pelos grupos Habitação, Alimentação e Saúde, além da continuidade da queda nos transportes, impulsionada pela redução dos preços de combustíveis.
Na contramão, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,85%, acima dos 0,77% de maio, com aceleração relevante nos custos de mão de obra, que passaram de 0,43% para 0,91%, mantendo pressão sobre o setor imobiliário.
O resultado do IGP-M reforça a percepção de um ambiente de menor pressão inflacionária na cadeia produtiva, embora a inflação ao consumidor e os custos da construção ainda indiquem desafios para os próximos meses.





