O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro, após variação de 0,01% em novembro, e encerrou 2025 com queda acumulada de 1,20%. O resultado anual marca uma inflexão relevante frente a 2024, quando o indicador acumulava alta de 6,86%, evidenciando a desaceleração dos preços ao longo do último ano.
A principal influência para o desempenho do IGP-DI veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avançou 0,03% em dezembro, mas fechou 2025 com recuo de 3,61%. A queda anual foi puxada, sobretudo, pelos preços da indústria extrativa e da agropecuária, com destaque para o comportamento mais benigno das matérias-primas brutas, que recuaram 0,06% no último mês do ano.

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Entre os estágios de processamento, os bens finais mantiveram alta de 0,08%, enquanto os bens intermediários subiram 0,12%, indicando alguma recomposição de custos ao longo da cadeia produtiva. Ainda assim, os movimentos foram insuficientes para reverter o impacto deflacionário observado nos preços ao produtor ao longo do ano.
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) repetiu a alta de 0,28% em dezembro. Transportes, Alimentação e Vestuário apresentaram aceleração, enquanto grupos como Habitação, Saúde e Educação perderam fôlego. O núcleo do IPC avançou 0,33%, e o índice de difusão subiu para 61,29%, sinalizando maior espalhamento das altas de preços entre os itens monitorados.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,21% em dezembro, abaixo do registrado em novembro. O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento dos custos de mão de obra, enquanto materiais e equipamentos mostraram desaceleração, reforçando o quadro de pressões concentradas em segmentos específicos da economia.





