A Hapvida [HAPV3] reportou lucro líquido ajustado de R$ 416,4 milhões no primeiro trimestre de 2025, recuo de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No critério não ajustado, o lucro líquido foi de R$ 54,3 milhões, queda ainda mais acentuada, de 34,9%, na mesma base de comparação.
Segundo a companhia, o desempenho foi afetado principalmente pelo aumento da sinistralidade e pelo crescimento das despesas financeiras. A sinistralidade caixa alcançou 68,6%, alta de 0,7 ponto percentual frente ao primeiro trimestre de 2024, impulsionada sobretudo por procedimentos judiciais. Sem esse efeito, a taxa teria ficado em 67,6%.
Apesar da pressão nos resultados, a receita líquida da operadora avançou 7,3% entre janeiro e março, totalizando R$ 7,499 bilhões. O crescimento foi puxado, principalmente, pelo segmento de Planos de Saúde, beneficiado por reajustes de preços e pela recomposição dos tickets médios.

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O Ebitda ajustado somou R$ 1,003 bilhão no trimestre, leve alta de 0,5% na comparação anual. Já a margem Ebitda ajustada recuou de 14,3% para 13,4%. O resultado financeiro registrou uma despesa líquida de R$ 311,4 milhões, aumento de 21,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
A operadora destacou que a sinistralidade segue um padrão sazonal típico do início do ano, com aumento da procura por atendimentos relacionados a viroses e arboviroses. “Não foram identificadas grandes diferenças quanto ao momento de início, volume ou complexidade dos atendimentos usuais para o período”, informou em comunicado.
A dívida líquida da empresa encerrou março em R$ 4,164 bilhões, com redução de 5,7% frente ao mesmo período de 2024. O índice de alavancagem caiu de 1,18 para 0,98 vez, refletindo um avanço na disciplina financeira da companhia.





