O grupo Fleury registrou lucro líquido de R$ 179,3 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem líquida ficou em 8,9%, praticamente estável na base anual. Apesar de levemente abaixo da projeção média de analistas consultados pela LSEG (R$ 182,3 milhões), o resultado reflete a resiliência da companhia frente ao cenário macroeconômico desafiador.
A receita bruta totalizou R$ 2,2 bilhões, crescimento de 6,5% impulsionado, sobretudo, pela expansão no segmento B2C (voltado ao consumidor final), com destaque para a marca Fleury (+5,7%) e para as operações em São Paulo (+9,6%) e no Rio de Janeiro (+8,4%). A vertical Novos Elos, que abrange clínicas de especialidades como oftalmologia e ortopedia, também teve desempenho expressivo, com alta de 17,9% na receita, somando R$ 222,5 milhões, o equivalente a 10% do faturamento total.
Em contrapartida, o segmento B2B, que presta serviços para hospitais e laboratórios, apresentou retração de 1,9% no trimestre, impactado pela saída de um cliente e por uma base de comparação elevada, marcada por forte demanda por exames de toxicologia e testes de dengue no ano anterior.

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O EBITDA da companhia atingiu R$ 547,6 milhões, crescimento de 5,9% sobre o primeiro trimestre de 2024, resultado próximo à estimativa de analistas (R$ 550,97 milhões). A presidente do grupo, Jeane Tsutsui, ressaltou o efeito positivo da diversificação de receitas e o compromisso com a disciplina na alocação de capital, especialmente diante dos juros elevados no país.
“Cada vez mais o grupo Fleury tem uma diversificação de receitas. Isso traz maior resiliência para o nosso negócio”, afirmou Tsutsui. Ela destacou ainda os ganhos de eficiência obtidos com o controle de despesas gerais e administrativas, que recuaram 15 pontos-base. Por outro lado, as despesas comerciais aumentaram 25 pontos-base, refletindo investimentos em marketing.
A alavancagem financeira da companhia permaneceu estável no trimestre, com a relação entre dívida líquida e EBITDA em 1 vez, abaixo dos 1,2 registrados em março de 2024. Segundo o CFO José Antonio Filippo, o Fleury pretende manter esse índice em patamar baixo, mas sem descartar novas aquisições, desde que alinhadas a critérios estratégicos e de geração de valor.
“A gente tem conseguido fazer aquisições sem afetar a alavancagem, especialmente porque as empresas adquiridas também contribuem com geração de caixa e EBITDA”, explicou Filippo.





