O Federal Reserve (Fed) decidiu nesta quarta-feira reduzir novamente sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, levando-a ao patamar de 3,75% – 4,00% ao ano. Este é o segundo corte consecutivo promovido pela autoridade monetária, após movimento idêntico em setembro. A decisão reflete a crescente preocupação do banco central com os riscos ao emprego e o ritmo moderado de expansão da economia norte-americana.
Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) destacou que a atividade econômica segue se expandindo de forma moderada, enquanto a taxa de desemprego, embora ainda baixa, apresentou leve alta nos últimos meses. O órgão também chamou atenção para os limites na disponibilidade de dados devido ao shutdown do governo federal, que tem prejudicado a divulgação de indicadores oficiais.

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A decisão não foi unânime. O diretor Stephen Miran defendeu um corte mais agressivo dos juros, enquanto o presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, preferiu manter as taxas inalteradas, citando o nível ainda elevado da inflação. Apesar da desaceleração econômica, o comunicado reforçou que as pressões inflacionárias continuam desafiando o cenário de política monetária.
O Fed também informou que, a partir de 1º de dezembro, manterá estável o tamanho de seu balanço patrimonial, mas passará a reinvestir os vencimentos de títulos hipotecários em Treasuries, ajustando gradualmente a composição de seus ativos.





