A ata da reunião de política monetária do Federal Reserve, realizada nos dias 18 e 19 de março, apontou que os formuladores de política monetária estão preocupados com um cenário de inflação mais resistente e desaceleração do crescimento econômico nos Estados Unidos. O documento, divulgado nesta quarta-feira (data fictícia), indica que a maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) vê os riscos inflacionários como ascendentes, ao passo que as perspectivas para o mercado de trabalho tendem a se enfraquecer.
O encontro aconteceu em meio a um ambiente de incerteza ampliado pelos anúncios tarifários iniciais do então presidente Donald Trump, o que levou os participantes a reforçar a necessidade de uma abordagem mais cautelosa na condução da política monetária. O comitê destacou que poderá manter os juros elevados por mais tempo se a inflação se mantiver acima do desejado, mas também se mostrou preparado para agir com cortes caso os sinais de enfraquecimento econômico se intensifiquem.

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“Alguns participantes observaram que o Comitê poderá enfrentar compensações difíceis se a inflação persistir enquanto as projeções de crescimento e emprego se deteriorarem”, diz o documento. Mesmo antes do agravamento das tensões comerciais com a nova rodada de tarifas anunciadas em abril, o Fed já havia reduzido suas projeções de crescimento e limitado para dois os cortes de juros esperados para este ano.
Além dos riscos domésticos, os dirigentes do Fed alertaram para a possibilidade de uma “reprecificação abrupta” nos mercados financeiros, caso os investidores reajam de forma negativa às incertezas em torno da política comercial da Casa Branca. A ata reforça o tom de prudência adotado pela autoridade monetária, que busca equilibrar a luta contra a inflação com os efeitos colaterais sobre a atividade econômica.





