A Casas Bahia (BHIA3) registrou um prejuízo líquido de R$ 408 milhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 56,3% em relação à perda de R$ 261 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, que atingiram R$ 922 milhões, quase 90% acima do registrado no primeiro trimestre de 2024, devido à elevação da taxa Selic e ao maior endividamento da companhia.
Apesar do prejuízo, a receita líquida da empresa cresceu 10,1% na comparação anual, totalizando R$ 6,9 bilhões. Esse desempenho foi impulsionado pelo aumento de 15,8% nas vendas das lojas físicas e de 17,5% na receita do marketplace (3P), mesmo com uma queda de 2,1% nas vendas online diretas (1P), reflexo de uma estratégia mais seletiva para preservar margens.

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O Ebitda ajustado atingiu R$ 570 milhões no trimestre, crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, com a margem Ebitda ajustada avançando 2,1 pontos percentuais, para 8,2%. Segundo o diretor financeiro da Casas Bahia, Elcio Ito, esses números reforçam a coerência estratégica do Plano de Transformação adotado desde agosto de 2023, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais adverso.
A companhia também destacou que obteve decisão favorável na Justiça para a compensação de R$ 632 milhões em créditos tributários, montante que deve levar cerca de 12 meses para refletir no balanço. Além disso, a empresa segue com disciplina de rentabilidade e foco na expansão das margens, mesmo diante dos desafios impostos pelo cenário econômico atual.





