O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos com um lucro líquido ajustado de R$ 9,58 bilhões no quarto trimestre de 2024 (4T24), um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado superou a projeção do mercado, que estimava um lucro de R$ 9,55 bilhões, segundo o consenso Lseg.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira bruta, que avançou 11,2% no ano, somando R$ 26,79 bilhões. Além disso, as receitas de prestação de serviços aumentaram 4,9%, enquanto as despesas administrativas foram controladas, com um crescimento de 4,4%, abaixo da inflação.
A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil atingiu R$ 1,3 trilhão no final de 2024, registrando alta de 15,3% em 12 meses. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 20,8%, uma leve queda em relação aos 22,5% registrados no 4T23, mas acima do trimestre anterior (21,1%).
Previsão de crescimento e sustentabilidade
Para 2025, o Banco do Brasil prevê um crescimento de 5,5% a 9,5% em sua carteira de crédito, que fechou 2024 com um aumento de 11,7%, dentro das expectativas da instituição. A presidente-executiva do banco, Tarciana Medeiros, destacou o equilíbrio entre as principais carteiras da instituição, o que permitiu ao banco atravessar o ano de forma saudável. Medeiros afirmou que o crescimento continuará sustentável e equilibrado, com o BB mantendo sua liderança no crédito consignado.

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Em relação às provisões para crédito, o BB estima um intervalo entre R$ 38 bilhões e R$ 42 bilhões para 2025. No ano passado, as provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) totalizaram R$ 35,7 bilhões, dentro do intervalo previsto após revisão.
Para o lucro líquido ajustado de 2025, o banco projeta um montante entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, frente aos R$ 37,9 bilhões registrados em 2024. A margem financeira bruta deve alcançar entre R$ 111 bilhões e R$ 115 bilhões, com receitas de prestação de serviços entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões.
Por outro lado, o Banco do Brasil espera um aumento nas despesas administrativas em 2025, com previsão de valores entre R$ 38,5 bilhões e R$ 40 bilhões, frente aos R$ 37 bilhões registrados no ano anterior.





