A Azul (AZUL4) fechou o terceiro trimestre de 2025 com um prejuízo líquido ajustado de R$ 1,562 bilhão, avanço de 1.142% em relação ao mesmo período de 2024. Sem ajustes, o prejuízo foi de R$ 644,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 389,7 milhões registrado um ano antes.O trimestre, porém, também trouxe recordes operacionais. O Ebitda atingiu R$ 1,987 bilhão, alta de 20,2%, com margem de 34,6%, enquanto o lucro operacional avançou 23,7%, alcançando R$ 1,270 bilhão, refletindo um ambiente de demanda aquecida, reforço das receitas auxiliares e bom desempenho das unidades de negócios. A receita líquida subiu 11,8%, somando R$ 5,737 bilhões.
Do lado dos custos, as despesas operacionais totalizaram R$ 4,5 bilhões, 8,9% acima do ano anterior. O CASK avançou 1,6%, influenciado pela inflação, pelo aumento expressivo de ações judiciais decorrentes de irregularidades operacionais em 2024 e pela expansão da capacidade internacional, segmento de tarifas mais altas. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela valorização do real, maior produtividade e queda de 13,2% no preço do combustível.

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O grande peso sobre o resultado veio do resultado financeiro líquido, negativo em R$ 1,914 bilhão, alta de 200,7% na comparação anual. A companhia também encerrou setembro com dívida líquida de R$ 32,9 bilhões, alta de 34,3%, o que elevou a alavancagem para 5,1 vezes o Ebitda ajustado. A liquidez total somou R$ 8,8 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões de recursos imediatamente disponíveis.
Mesmo com a demanda robusta e recordes operacionais, o trimestre da Azul foi marcado pelo forte impacto financeiro e pelo avanço dos custos estruturais, que seguem como principais desafios para os próximos meses.




