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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem ao menor nível em 57 anos

Solicitações recuam para 189 mil na última semana, abaixo das projeções do mercado, indicando que as demissões continuam reduzidas em meio à resiliência do mercado de trabalho americano.

O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu para 189 mil na semana encerrada em 31 de outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. O resultado representa uma redução de 6 mil pedidos em relação à semana anterior e ficou abaixo da expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que projetavam 196 mil solicitações.

O volume igualou o menor patamar registrado desde 1969, observado anteriormente em meados de julho. Além disso, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego permanecem, em geral, abaixo de 200 mil desde a metade de setembro, sinalizando que as empresas continuam realizando poucas demissões.

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A resiliência do mercado de trabalho tem sido sustentada pela demanda interna e pelo crescimento dos lucros das companhias. Por outro lado, as contratações seguem limitadas pela incerteza econômica relacionada à prolongada guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Outro indicador divulgado nesta semana mostrou que havia 1,06 vaga disponível para cada pessoa desempregada em setembro, acima da relação de 1,02 registrada em agosto. Para parte dos economistas, o avanço indica um mercado de trabalho mais restrito. Outros especialistas, porém, avaliam que o baixo número de pedidos de auxílio pode estar relacionado à redução da força de trabalho em meio ao endurecimento das políticas migratórias, e não necessariamente a uma queda expressiva nas demissões.

Os dados de auxílio-desemprego não devem influenciar diretamente o relatório oficial de emprego de outubro, previsto para sexta-feira, uma vez que o levantamento semanal está fora do período de referência utilizado na pesquisa.

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