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PCE dos EUA reduz pressão por alta de juros em outubro, mas inflação segue resistente

Revisões metodológicas reduziram a inflação acumulada, enquanto investidores passaram a precificar maior chance de manutenção dos juros pelo Fed na próxima reunião.

Os dados do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) dos Estados Unidos em agosto trouxeram algum alívio aos mercados nesta quarta-feira (30), ao reduzir a pressão por uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião do Fomc no fim de outubro.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 0,247% em agosto, ligeiramente abaixo do esperado. Além disso, revisões históricas provocadas por mudanças metodológicas reduziram em 34 pontos-base a leitura do índice cheio e em 36 pontos-base a do núcleo.

Com as revisões, o núcleo do PCE de julho passou de 3,34% para 2,98% em 12 meses, enquanto a taxa de agosto ficou em 3,01%. As taxas anualizadas de três e seis meses recuaram para 2,05% e 2,74%, respectivamente.

Segundo Leandro Padulla, economista do ASA, parte da aceleração da inflação observada em 2026 desapareceu após as revisões. Ainda assim, a composição do indicador exige cautela, já que os serviços excluindo habitação subiram 0,36% e os transportes avançaram 1,44%.

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Apesar da leitura mais favorável, a inflação permanece próxima de 3%, acima da meta de 2% do Fed. Por isso, Padulla avalia que ainda não é possível descartar completamente uma nova alta de juros em outubro, especialmente porque outros dados de inflação e mercado de trabalho serão divulgados antes da reunião.

As expectativas do mercado, porém, já mudaram. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa entre 3,75% e 4% passou para 62,9%, ante 49,1% na terça-feira. Uma semana atrás, essa possibilidade era estimada em 29,1%.

Enquanto isso, a chance de uma alta de 0,25 ponto percentual caiu para 37,1%, ante 70,9% uma semana antes.

O cenário, portanto, ficou menos pressionado por uma nova elevação dos juros, mas os próximos indicadores de inflação e emprego ainda serão determinantes para a decisão do Fed.

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