O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 1,13% em julho, aprofundando a queda registrada em junho, quando havia apresentado retração de 0,30%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do resultado negativo no mês, o indicador acumula alta de 2,00% em 2026 e avanço de 2,68% nos últimos 12 meses.
O principal fator para a intensificação da queda foi o alívio nos preços das commodities energéticas, impulsionado pela redução das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. A queda das cotações do petróleo reduziu os preços dos combustíveis e de outros derivados, refletindo rapidamente nos índices de preços ao produtor e, em menor intensidade, ao consumidor.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parcela do IGP-10, caiu 1,76% em julho, após recuo de 0,71% no mês anterior. O destaque ficou para a forte retração das matérias-primas brutas, que registraram queda de 4,47%, reforçando o movimento de descompressão dos custos ao longo da cadeia produtiva.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para alta de 0,23%, ante avanço de 0,56% em junho. A principal contribuição veio do grupo Alimentação, que passou de alta de 1,23% para queda de 0,22%. Habitação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais e Despesas Diversas também registraram menor ritmo de alta, enquanto Transportes, Educação e Comunicação apresentaram aceleração.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,65% em julho, abaixo dos 0,92% observados em junho. A desaceleração foi favorecida pela redução dos custos com materiais, equipamentos e serviços, embora a mão de obra tenha mantido trajetória de alta.
Segundo a FGV, parte dos derivados do petróleo ainda pode sofrer pressão devido aos custos elevados de fretes internacionais, volatilidade cambial e encarecimento dos óleos básicos, fatores que continuam afetando segmentos específicos da cadeia petroquímica.





