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Preços ao produtor nos EUA recuam em junho e reforçam sinais de desaceleração da inflação

A queda inesperada do índice foi impulsionada pelo recuo dos preços da energia e dos alimentos, embora novas tensões no Oriente Médio possam reacender as pressões inflacionárias.

Os preços ao produtor nos Estados Unidos registraram queda inesperada em junho, fortalecendo a percepção de que a inflação vinha perdendo força antes da recente intensificação do conflito no Oriente Médio. De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) recuou 0,3% na comparação mensal, revertendo a alta de 0,6% observada em maio e contrariando as expectativas do mercado, que projetavam estabilidade.

Na comparação anual, o indicador desacelerou para 5,5%, abaixo dos 6,0% registrados no mês anterior. O principal fator para o resultado foi a queda de 1,4% nos preços dos bens, a maior desde julho de 2022. O segmento de energia liderou o movimento, com recuo de 6,4%, enquanto os preços dos alimentos no atacado caíram 0,6%. Em sentido contrário, o setor de serviços apresentou alta de 0,2%, amenizando parcialmente o efeito da retração dos bens.

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Os números reforçam o cenário de desaceleração inflacionária observado também no índice de preços ao consumidor (CPI), que apresentou queda de 0,4% em junho e levou a inflação anual para 3,5%. No entanto, esse ambiente pode mudar rapidamente. A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques no Estreito de Ormuz e a reimplantação de um bloqueio naval norte-americano, voltou a impulsionar os preços internacionais do petróleo, aumentando o risco de novas pressões sobre a inflação nos próximos meses.

Embora o Federal Reserve utilize o índice de preços de gastos com consumo (PCE) como principal referência para sua meta de inflação de 2%, os dados do PPI são acompanhados de perto por anteciparem movimentos de custos na cadeia produtiva. O resultado de junho sugere um alívio temporário das pressões inflacionárias, mas o cenário geopolítico segue como um fator de risco para a trajetória dos preços e das futuras decisões de política monetária.

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