O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,30% em junho, após avançar 0,89% em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do resultado negativo no mês, o indicador acumula alta de 3,16% em 2026 e de 2,15% nos últimos 12 meses.
A retração foi impulsionada principalmente pelo comportamento dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parcela do IGP-10, caiu 0,71% em junho, revertendo a alta de 0,95% observada no mês anterior. Entre os fatores que contribuíram para o movimento estão as quedas nos preços de commodities importantes, como café, cana-de-açúcar e combustíveis, refletindo um cenário de acomodação dos preços internacionais e melhora das condições de oferta.
O grupo de Matérias-Primas Brutas foi o principal responsável pelo recuo, ao registrar queda de 2,39%, após leve alta de 0,06% em maio. Ainda assim, alguns produtos agrícolas apresentaram pressão de alta, caso da batata-inglesa e do feijão, influenciados por fatores sazonais relacionados à oferta.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,56% em junho, após alta de 0,68% em maio. A redução foi favorecida pela queda nos preços dos transportes e pela menor pressão nos grupos de saúde e educação. Por outro lado, alimentação, habitação, vestuário e despesas diversas continuaram registrando avanços, mantendo parte da pressão sobre o orçamento das famílias.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,92%, acima dos 0,86% observados em maio. O principal destaque foi a alta dos custos com mão de obra, que passou de 0,36% para 0,80%, compensando parcialmente a desaceleração nos preços de materiais, equipamentos e serviços.
O resultado mostra que, embora a inflação ao produtor tenha perdido força de forma significativa, alguns segmentos da economia ainda enfrentam pressões de custos, especialmente na construção civil e em determinados itens de consumo.





