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IPCA desacelera em maio, mas inflação acumulada em 12 meses sobe para 4,72%

Alta dos alimentos e da energia elétrica manteve pressão sobre os preços, mesmo com queda dos combustíveis no período.

A inflação oficial do Brasil perdeu força em maio, mas segue em patamar elevado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58% no mês, abaixo dos 0,67% registrados em abril. Apesar da desaceleração, o índice acumula alta de 3,20% no ano e de 4,72% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal responsável pelo resultado foi o grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 1,33% e respondeu por aproximadamente metade da inflação do mês. Entre os itens que mais pressionaram o orçamento das famílias estão a batata-inglesa, que subiu 44,69%, o tomate, com avanço de 20,62%, a cebola, que aumentou 16,80%, e as carnes, com alta de 1,39%. De acordo com o IBGE, a menor oferta desses produtos e o aumento dos custos de transporte influenciaram os reajustes.

Outro destaque foi o grupo Habitação, que acelerou de 0,63% em abril para 1,22% em maio. O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e teve a maior contribuição individual para o índice do mês. O aumento foi impulsionado pela adoção da bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados em diversas regiões do país.

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O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também exerceu pressão sobre a inflação, com alta de 0,90%, refletindo principalmente o avanço dos preços de artigos de higiene pessoal e dos planos de saúde.

Na contramão, o grupo Transportes foi o único a registrar queda, com recuo de 0,46%. A redução foi puxada pelos combustíveis, que caíram 1,95% no período. O etanol recuou 6,20%, o óleo diesel caiu 2,34% e a gasolina registrou baixa de 1,46%, ajudando a amenizar parte da pressão inflacionária observada em outros segmentos.

Regionalmente, as maiores altas foram registradas em Aracaju e Campo Grande, ambas com inflação de 1,31%, enquanto Curitiba apresentou a menor variação, de 0,29%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, avançou 0,65% em maio. O indicador acumula alta de 3,36% no ano e de 4,42% nos últimos 12 meses, mostrando que a pressão dos preços continua afetando o poder de compra dos consumidores brasileiros.

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