A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou na primeira quadrissemana de junho de 2026. O indicador avançou 0,64%, mantendo a pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras e acumulando alta de 4,61% nos últimos 12 meses.
O principal responsável pelo resultado foi o grupo Alimentação, que registrou aumento de 1,57%, acima da taxa de 1,29% observada na última apuração de maio. A elevação dos preços dos alimentos teve a maior contribuição para o desempenho do índice, reforçando uma tendência que vem sendo acompanhada de perto por consumidores e agentes econômicos.

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Além da alimentação, outros grupos também apresentaram aceleração em suas taxas de variação. Foi o caso de Transportes, que reduziu o ritmo de queda, passando de -0,71% para -0,61%, além de Comunicação, Educação, Leitura e Recreação e Saúde e Cuidados Pessoais, que registraram aumentos moderados.
Por outro lado, alguns segmentos ajudaram a conter uma alta ainda maior da inflação. Os grupos Habitação, Vestuário e Despesas Diversas apresentaram desaceleração em relação à leitura anterior, reduzindo parcialmente as pressões sobre o índice geral.
O resultado mostra que a inflação segue concentrada em itens essenciais do orçamento das famílias, especialmente alimentação, um dos componentes de maior peso nos gastos dos consumidores. O comportamento dos preços continuará sendo monitorado pelo mercado, principalmente diante das expectativas para os próximos indicadores de inflação e para a trajetória da política monetária no país.





