A B3 anunciou que passará a aceitar fundos imobiliários (FIIs) como garantia em operações que exigem margem, como derivativos, a partir de 11 de maio. A medida busca atender à crescente demanda dos investidores e ampliar o leque de ativos elegíveis para cobertura de risco em operações nas quais a bolsa atua como contraparte central.
Com a mudança, investidores que já possuem FIIs em carteira ganham maior flexibilidade na gestão de garantias, além de incentivar a adoção do produto por participantes mais ativos no mercado. Inicialmente, uma lista prévia com 28 fundos será elegível, respeitando critérios como liquidez, volume negociado e presença constante em pregão.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de fundos imobiliários, que tem atraído investidores pessoa física, especialmente pela combinação de diversificação e distribuição recorrente de rendimentos. Segundo a B3, a inclusão dos FIIs acompanha o crescimento recente desse segmento, que registrou volumes relevantes de negociação ao longo de 2026.

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Para serem aceitos como garantia, os fundos precisam atender a requisitos mínimos, como volume médio diário superior a R$ 2 milhões, número consistente de negociações e preço médio acima de R$ 1. Além disso, a bolsa poderá aplicar critérios adicionais conforme suas diretrizes de gestão de risco.
Com a novidade, a B3 passa a contar com 21 categorias de ativos aceitos como garantia. Atualmente, o volume total depositado para esse fim soma R$ 733,5 bilhões, com predominância de títulos públicos federais indexados à Selic, que representam mais de 80% do total.
Na avaliação da bolsa, a ampliação dos ativos elegíveis tende a aumentar a eficiência na alocação de capital e contribuir para o desenvolvimento estrutural do mercado, ao oferecer mais alternativas para investidores institucionais, estrangeiros e pessoas físicas que atuam em operações alavancadas.




