O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 2,94% em abril, revertendo a queda de 0,24% observada em março, segundo dados divulgados pela FGV. Com o resultado, o índice acumula avanço de 2,57% no ano e variação positiva de 0,56% em 12 meses, sinalizando uma retomada relevante das pressões inflacionárias.
O principal vetor da alta veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 3,81% no mês, impulsionado sobretudo pelo encarecimento de matérias-primas brutas, cuja taxa saltou de -1,11% para 7,01%. O movimento reflete os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais, especialmente de derivados de petróleo e insumos industriais, como fertilizantes e produtos químicos.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também acelerou, passando de 0,03% em março para 0,88% em abril. O destaque ficou com o grupo Transportes, que avançou 2,31%, influenciado pela alta dos combustíveis. Alimentação também ganhou força, com variação de 1,41%, pressionada por itens agrícolas, como o tomate.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,88%, acima dos 0,29% do mês anterior. O aumento foi disseminado entre materiais, serviços e mão de obra, refletindo o impacto indireto da elevação dos custos logísticos e de energia sobre o setor.
O cenário reforça a percepção de que choques externos, especialmente ligados ao petróleo, têm se espalhado por diferentes etapas da economia, elevando custos de produção, pressionando o consumidor final e trazendo novos desafios para o controle da inflação no país.





