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Tarifaço de Trump e guerra no Irã redesenham comércio exterior brasileiro e ampliam incertezas globais

Escalada geopolítica e política comercial dos EUA reduzem exportações ao país e impulsionam busca por novos mercados.

A combinação entre a escalada da guerra no Oriente Médio e a política comercial agressiva dos Estados Unidos tem provocado mudanças relevantes na dinâmica do comércio internacional e nos fluxos brasileiros. O aumento da incerteza global, intensificado por medidas tarifárias adotadas pelo governo Donald Trump, tem afetado diretamente o mercado de petróleo no curto prazo e ampliado a imprevisibilidade nas relações econômicas entre países.

Desde o chamado “Liberation Day”, em abril de 2025, quando foram anunciadas tarifas em escala global, o ambiente comercial se tornou mais volátil. Para o Brasil, inicialmente menos impactado por alíquotas menores, o cenário se deteriorou com a imposição adicional de tarifas ao longo do ano, incluindo um aumento de até 40% em julho e novas medidas em 2026, mesmo após questionamentos legais. Esse vai e vem de decisões reforçou a percepção de instabilidade nas regras comerciais, prejudicando a previsibilidade necessária para negócios internacionais.

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Os efeitos já são visíveis nos dados de comércio exterior. As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 18,7% na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, aprofundando a tendência de retração observada anteriormente. Entre os 28 setores analisados, 24 registraram queda nas vendas ao mercado norte-americano, sendo que parte deles conseguiu compensar com aumento das exportações para outros destinos.

Esse movimento evidencia uma reconfiguração na geografia do comércio brasileiro. Enquanto a participação dos Estados Unidos nas exportações do Brasil recuou de 12,5% para 9,5%, a da China avançou de 25,5% para 29% no mesmo período. No agregado, as exportações totais brasileiras, excluindo os EUA, cresceram 12,4%, indicando diversificação de mercados como resposta às incertezas.

Além do impacto direto das tarifas, o ambiente global segue pressionado pela alta do petróleo, reflexo das tensões no Oriente Médio, o que adiciona um componente inflacionário relevante e afeta cadeias produtivas. Nesse contexto, empresas brasileiras intensificam a busca por novos parceiros comerciais, enquanto o cenário permanece sujeito a mudanças abruptas, com possibilidade de novas tarifas no horizonte.

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