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Indústria avança pelo segundo mês seguido, mas ainda enfrenta desafios na comparação anual

Recuperação no início de 2026 é puxada por automóveis e energia, enquanto base elevada e menos dias úteis pressionam resultado anual.

A produção industrial brasileira iniciou 2026 com sinais de retomada ao registrar crescimento de 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, marcando o segundo avanço consecutivo e acumulando alta de 3% no bimestre, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE. O resultado reforça a recuperação das perdas observadas no fim de 2025, em um movimento que, desta vez, se mostra mais disseminado entre os setores.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o desempenho de fevereiro reflete não apenas a normalização da atividade após paralisações e férias coletivas típicas de dezembro, mas também um processo de recomposição de estoques em diferentes segmentos industriais. O avanço foi registrado em todas as grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos analisados, com destaque para a indústria automobilística, que cresceu 6,6%, e para o setor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com alta de 2,5%.

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Apesar do avanço mensal, o setor industrial ainda enfrenta dificuldades na comparação anual. Em relação a fevereiro de 2025, houve recuo de 0,7%, com desempenho negativo em grande parte das atividades pesquisadas, impactado tanto por dois dias úteis a menos quanto por uma base de comparação mais elevada. Setores como veículos automotores, produtos químicos e máquinas e equipamentos lideraram as perdas, enquanto indústrias extrativas, derivados de petróleo e farmacêuticos ajudaram a conter um recuo mais intenso.

No panorama geral, a indústria brasileira opera atualmente em nível superior ao pré-pandemia, cerca de 3,2% acima de fevereiro de 2020, mas ainda distante do pico histórico registrado em 2011, permanecendo 14,1% abaixo desse patamar, o que reforça um cenário de recuperação gradual, ainda marcado por volatilidade.

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