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Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 2,2% em 2025, mas economia perde fôlego no fim do ano

Serviços desaceleram, exportações ganham protagonismo e atividade encerra quarto trimestre estável.

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, segundo o Monitor do PIB divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do quinto ano consecutivo de expansão, o desempenho foi o mais fraco desde 2021 e revelou perda de dinamismo ao longo do período. Na série livre de efeitos sazonais, o PIB ficou estável no quarto trimestre em relação ao terceiro e também não avançou em dezembro frente a novembro.

De acordo com a coordenação do levantamento, a desaceleração foi puxada principalmente pela menor contribuição do setor de serviços, que vinha sustentando o crescimento nos últimos anos. A indústria e o componente de impostos também reduziram participação na expansão. A exceção foi a agropecuária, que ampliou sua contribuição e apresentou desempenho relevante, mesmo com peso menor na composição total do PIB.

Pela ótica da demanda, a maior parte dos componentes perdeu força em 2025, com destaque positivo para as exportações. O consumo das famílias avançou 1,5% no ano, mas apresentou trajetória de desaceleração contínua, atingindo bens duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 3,6%, embora tenha perdido ímpeto a partir do segundo trimestre, especialmente nos segmentos de máquinas, equipamentos e construção.

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As exportações subiram 6,2% em 2025, com cerca de metade do crescimento explicada pelo bom desempenho da indústria extrativa mineral e dos bens intermediários. Produtos agropecuários também encerraram o ano no campo positivo, após meses de retração. As importações cresceram 5,1%, mas igualmente mostraram desaceleração ao longo do ano.

Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,630 trilhões em 2025, o maior patamar da série histórica em termos reais. A taxa de investimento ficou em 17,1%. Já a produtividade da economia foi estimada em R$ 104.324, nível 2,4% inferior ao de 2024 e 5,6% abaixo do pico registrado em 2013.

Embora a atividade tenha resistido a um cenário de aperto monetário e restrições comerciais, os dados trimestrais indicam que o ritmo de crescimento perdeu intensidade ao longo do ano, encerrando 2025 em estabilidade.

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