O Banco Central do Brasil informou nesta quinta-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 2,5% em 2025. O desempenho foi consolidado após uma retração de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais. O recuo no último mês do ano foi mais brando do que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,5%, segundo levantamento da Reuters.
Na comparação com dezembro de 2024, o indicador avançou 3,1% na série sem ajuste sazonal, sinalizando fôlego da economia mesmo em um ambiente de juros elevados ao longo do ano. O resultado acumulado reflete principalmente o forte desempenho da agropecuária, que cresceu 13,05% no ano. O índice que exclui o setor agropecuário também acelerou, encerrando 2025 com alta de 1,80%.

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Entre os principais componentes, a indústria ampliou o ritmo de expansão no acumulado do ano, passando a 1,45%, enquanto os serviços avançaram 2,06%. O indicador de impostos sobre produtos também apresentou leve aceleração, com alta de 1,24%.
No trimestre móvel encerrado em dezembro, o IBC-Br total cresceu 0,4% frente aos três meses anteriores, na série com ajuste sazonal. O agro voltou a se destacar, com avanço de 2,8%, enquanto os serviços subiram 0,5%. A indústria, por outro lado, recuou 0,2% no período. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a atividade econômica avançou 1,69%, com crescimento disseminado entre os setores.
Os dados reforçam a percepção de que a economia manteve trajetória de expansão em 2025, ainda que em ritmo moderado no fim do ano, oferecendo sinais importantes para as próximas decisões de política monetária.





