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IGP-DI acelera para 0,20% em janeiro, com pressão do consumo e da construção

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,20% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa aceleração frente a dezembro, quando o índice havia subido 0,10%. Com isso, o indicador acumula variação positiva de 0,20% no ano e queda de 1,11% em 12 meses.

De acordo com a FGV, o principal vetor de alta do IGP-DI no início do ano foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que avançou 0,59% em janeiro, acelerando 0,31 ponto percentual em relação ao mês anterior. O movimento refletiu reajustes em tarifas de ônibus urbano, água e esgoto residencial, além de aumentos sazonais nos preços do ensino formal.

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também ganhou força no período, ao subir 0,72%, bem acima da taxa registrada em dezembro. A aceleração foi puxada, sobretudo, pelo aumento dos custos com mão de obra, que avançaram 1,22%, influenciados pelo reajuste do salário mínimo e por condições mais apertadas no mercado de trabalho. Materiais, equipamentos e serviços também apresentaram elevação, reforçando a pressão sobre o setor.

Na outra ponta, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) mostrou estabilidade em janeiro, sinalizando acomodação dos preços no atacado. Dentro do indicador, os preços de bens finais recuaram, enquanto os bens intermediários apresentaram alta, refletindo reajustes ao longo da cadeia produtiva. Já as matérias-primas brutas registraram queda mais intensa do que a observada em dezembro, ajudando a conter pressões adicionais no índice geral.

O núcleo do IPC avançou 0,52% no mês, acima do registrado em dezembro, indicando uma inflação ao consumidor mais disseminada. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com variação positiva, alcançou 71,29%, avanço significativo frente ao mês anterior, reforçando o diagnóstico de pressão mais ampla sobre os preços ao consumidor.

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