O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,29% em janeiro, acelerando em relação ao avanço de 0,04% observado em dezembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula variação positiva de 0,29% no ano, mas ainda apresenta queda de 0,99% em 12 meses, evidenciando um cenário de pressões pontuais sobre os preços no início de 2026.
A alta do índice foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que subiu 0,24% no mês, revertendo a queda registrada em dezembro. O movimento foi liderado pelo segmento de extração mineral, com destaque para o minério de ferro, além do aumento expressivo do etanol hidratado, que avançou 4,59% em meio a estoques reduzidos e demanda firme no período de entressafra.

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No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,39% em janeiro, acima da variação de 0,21% no mês anterior. O resultado reflete, sobretudo, a sazonalidade típica do começo do ano, com reajustes no grupo Educação, além da reaceleração dos preços de alimentos. Vestuário, Transportes e Saúde também contribuíram para a alta do indicador.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou elevação de 0,47%, intensificando o ritmo frente a dezembro. O principal vetor foi o forte aumento dos custos com mão de obra, que subiram 0,78% em função de reajustes salariais e acordos coletivos, além do repasse do encarecimento do cobre sobre os preços de condutores elétricos.
Apesar da aceleração mensal, o comportamento do IGP-10 ainda sugere um ambiente inflacionário heterogêneo, com pressões concentradas em segmentos específicos da economia. Para analistas, o desempenho do índice reforça a necessidade de monitoramento atento dos custos de produção e de serviços, especialmente em um contexto de sensibilidade da política monetária.




