O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) encerrou 2025 com variação negativa de 0,76%, refletindo um ano marcado pela desaceleração dos preços ao produtor e por dinâmicas distintas entre os principais componentes do indicador. Em dezembro, o índice registrou leve alta de 0,04%, após avanço de 0,18% em novembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O desempenho ao longo do ano foi fortemente influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que fechou 2025 com queda próxima de 3%. O resultado foi sustentado por boas safras agrícolas e pela sensibilidade dos preços às commodities internacionais, o que reduziu custos de alimentos e impactou produtos industrializados. A indústria de transformação variou cerca de 0,7% no ano, bem abaixo do observado em 2024, quando a alta superou 5%.
Em dezembro, o IPA-10 recuou 0,03%, revertendo a alta registrada no mês anterior. A queda foi puxada, principalmente, pelas matérias-primas brutas, que passaram de alta em novembro para retração em dezembro. Já os bens finais e intermediários mostraram avanços moderados, indicando menor pressão nos estágios mais avançados da produção.

Clique aqui para começar a investir com quem entende
Pelo lado do consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,21% em dezembro, repetindo o resultado de novembro. Habitação teve peso relevante no mês, influenciada pela volatilidade das tarifas de energia elétrica residencial. Educação, Leitura e Recreação também acelerou, enquanto Alimentação, Vestuário e Saúde apresentaram recuos, ajudando a conter a inflação ao consumidor no segundo semestre do ano.
Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,22% em dezembro, abaixo da variação do mês anterior. Em 2025, o indicador encerrou ligeiramente abaixo do patamar de 2024, com desaceleração nos custos de materiais e equipamentos, especialmente itens metálicos, parcialmente compensada pela alta da mão de obra, em especial a técnica e especializada.
Para a FGV, o conjunto de dados aponta um ambiente de preços mais comportado ao longo da cadeia produtiva, apesar de pressões pontuais sobre o consumidor e dos custos do trabalho, sinalizando um fechamento de ano mais benigno do que o observado em períodos anteriores.





