O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre de 2025 frente ao trimestre anterior, segundo dados do IBGE. O desempenho modesto foi sustentado principalmente por Agropecuária e Indústria, enquanto o setor de Serviços (responsável por mais de dois terços da economia) permaneceu praticamente estável, com variação de apenas 0,1%. Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,2 trilhões entre julho e setembro.
A Agropecuária cresceu 0,4% na comparação trimestral, enquanto a Indústria avançou 0,8%, com altas em Indústrias Extrativas (1,7%), Construção (1,3%) e Indústrias de Transformação (0,3%). Por outro lado, o grupo de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 1,0%. Do lado dos Serviços, o avanço restrito refletiu comportamentos distintos entre as atividades: Transporte, armazenagem e correio (2,7%), Informação e comunicação (1,5%) e Atividades imobiliárias (0,8%) puxaram o setor para cima, mas quedas em Atividades financeiras (-1,0%) e altas muito moderadas em Comércio e serviços públicos limitaram o resultado.
Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias registrou nova expansão, ainda que discreta (0,1%), enquanto o Consumo do Governo cresceu 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo também mostrou fôlego, avançando 0,9% no trimestre.

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Na comparação anual, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre, impulsionado novamente pela Agropecuária, que subiu expressivos 10,1% com destaque para milho, laranja e algodão todas com aumentos acima de 10% frente ao mesmo período de 2024. A Indústria avançou 1,7%, puxada pelas Indústrias Extrativas (11,9%) e pela Construção (2,0%), enquanto Serviços cresceu 1,3%, com destaque para Informação e comunicação (5,3%) e Transporte, armazenagem e correio (4,2%).
No acumulado de quatro trimestres, a economia brasileira cresce 2,7%, com altas disseminadas entre os grandes setores: 9,6% na Agropecuária, 1,8% na Indústria e 2,2% nos Serviços. Do lado da demanda, Consumo das Famílias (2,1%), Consumo do Governo (1,2%) e Formação Bruta de Capital Fixo (6,0%) seguem contribuindo para o avanço, apesar da desaceleração recente de alguns componentes.
O cenário mostra uma economia que cresce pouco no curto prazo, mas mantém bases de sustentação importantes (como investimento, extrativismo e o agronegócio) em meio a um ambiente ainda marcado por juros altos e demanda moderada.




