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Inflação sobe para 0,26% em julho com energia elétrica no topo das pressões de preços

Conta de luz foi o principal impacto do mês e já acumula alta de mais de 10% no ano; alimentos no domicílio ajudaram a conter avanço do índice.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,26% em julho, ligeiramente acima da taxa de junho (0,24%). O resultado foi fortemente influenciado pelo aumento na energia elétrica residencial, que respondeu por 0,12 ponto porcentual do índice, mantendo-se como principal pressão inflacionária pelo terceiro mês consecutivo.

De janeiro a julho, a energia acumula alta de 10,18%, maior variação para o período desde 2018. O impacto vem da manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1 e de reajustes significativos em concessionárias de estados como São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Sem a influência da conta de luz, a inflação de julho teria sido de 0,15%.

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O grupo Habitação avançou 0,91% no mês, impulsionado também por reajustes em tarifas de água e esgoto em capitais como Salvador, Brasília e Rio Branco. Já as passagens aéreas subiram 19,92%, tornando-se o segundo maior impacto individual do IPCA. No sentido oposto, os combustíveis caíram pelo quarto mês seguido, com destaque para o etanol (-1,68%) e a gasolina (-0,51%).

Alimentação e bebidas recuaram 0,27%, puxados por quedas expressivas na batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). A alimentação fora de casa, no entanto, acelerou para 0,87%, influenciada pelo período de férias escolares.

No acumulado do ano, a inflação está em 3,26% e, em 12 meses, em 5,23%. Entre as regiões, São Paulo teve a maior variação (0,46%), enquanto Campo Grande registrou deflação de 0,19%.

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