A Marfrig Global Foods encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 88 milhões, resultado 40,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela operação na América do Sul e pela crescente integração com a BRF, que compensaram os efeitos adversos enfrentados no mercado norte-americano.
O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,196 bilhões no trimestre, alta de 20,8% em relação ao primeiro trimestre de 2024. A receita líquida totalizou R$ 38,562 bilhões, crescimento de 27% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 8,3%, levemente abaixo dos 8,7% registrados um ano antes, refletindo os desafios na operação da National Beef, nos Estados Unidos.
A alavancagem financeira da Marfrig, medida pela razão entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 3,43 vezes para 2,69 vezes em reais — o oitavo trimestre consecutivo de redução, segundo o presidente do conselho de administração, Marcos Molina. Em dólares, a alavancagem ficou em 2,63 vezes. A dívida líquida consolidada foi reduzida para R$ 38,1 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional atingiu R$ 3,1 bilhões. Os investimentos no período somaram R$ 1,44 bilhão.

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A operação na América do Sul foi o destaque do trimestre, com receita líquida de R$ 4,082 bilhões, alta de 35,2% na comparação anual. O Ebitda da região cresceu 56,2%, totalizando R$ 453 milhões, com margem de 11,1%. As vendas somaram 206 mil toneladas, sendo 139 mil destinadas ao mercado interno e 66 mil à exportação. Segundo Molina, a decisão estratégica de concentrar a produção em unidades com foco em produtos de maior valor agregado foi essencial para esse crescimento.
Já a operação na América do Norte enfrentou um ambiente mais desafiador, com baixa disponibilidade de gado e aumento no custo da matéria-prima. A receita líquida da região cresceu 15,4%, alcançando US$ 3,266 bilhões, mas o Ebitda caiu 89,7%, para US$ 6 milhões, com margem reduzida a 0,2%.
No relatório, a Marfrig também destacou os números da BRF (empresa da qual é acionista relevante) como “ótimos”. A BRF reportou receita líquida de R$ 15,4 bilhões, Ebitda de R$ 2,75 bilhões e margem Ebitda de 17,8%.
Molina enfatizou ainda a importância da aquisição das unidades de confinamento e produção agrícola da MFG Agropecuária Ltda., concluída no trimestre, como parte da estratégia para garantir abastecimento, reduzir custos de ociosidade e elevar a qualidade dos animais destinados ao abate. Ele concluiu ressaltando que a sinergia crescente com a BRF foi fundamental para mitigar os efeitos da sazonalidade e dos eventos não recorrentes do trimestre.





