A BRF (BRFS3) registrou um lucro líquido de R$ 1,18 bilhão no primeiro trimestre de 2025, representando um aumento de 99,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 594 milhões. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo sólido desempenho operacional, com destaque para o aumento de 16% na receita líquida, que totalizou R$ 15,5 bilhões no trimestre.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado alcançou R$ 2,75 bilhões, um avanço de 30% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 17,7%, refletindo a eficiência operacional da companhia.
A alavancagem financeira da BRF, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu para 0,54 vez, uma redução de 62,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2024. A geração de caixa livre atingiu R$ 1,3 bilhão no período, representando um aumento de 44% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

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No mercado brasileiro, a receita líquida cresceu 20,6%, totalizando R$ 7,4 bilhões, enquanto no segmento internacional houve um aumento de 15,4%, alcançando R$ 7,5 bilhões. O desempenho positivo foi atribuído ao aumento de 7,7% nos volumes vendidos e à elevação de 7,6% no preço médio, influenciado pela recuperação dos preços da proteína suína e pelo impacto cambial favorável.
A BRF também destacou a proposta de fusão com a Marfrig (MRFG3), visando fortalecer sua posição no mercado global de alimentos. A operação prevê benefícios significativos para os acionistas de ambas as companhias, com sinergias estimadas em R$ 805 milhões.
Com esses resultados, a BRF demonstra resiliência e capacidade de adaptação em um cenário desafiador, consolidando-se como uma das principais empresas do setor de alimentos no Brasil e no exterior.





