O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou uma queda inesperada de 0,5% em abril de 2025, conforme divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento do Trabalho. Este é o maior recuo mensal desde abril de 2020 e contrasta com a expectativa de alta de 0,2% projetada por analistas consultados pela FactSet.
Na comparação anual, o PPI avançou 2,4%, desacelerando frente aos 3,4% registrados em março. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, caiu 0,4% no mês, a maior retração desde 2015, enquanto a alta anual foi de 3,1%, também abaixo das projeções.
O recuo foi impulsionado principalmente pela queda de 0,7% nos preços dos serviços, a maior desde que a série começou a ser registrada em 2009. Destacam-se as reduções nas margens de comércio atacadista e varejista (-1,6%), nos preços de hospedagem (-3,1%) e nas tarifas aéreas (-1,5%).

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Economistas apontam que as empresas têm absorvido os custos adicionais decorrentes das tarifas comerciais impostas recentemente, evitando repassá-los aos consumidores e, consequentemente, comprimindo suas margens de lucro. Essa estratégia, no entanto, pode não ser sustentável a longo prazo.
O resultado inesperado do PPI adiciona complexidade à estratégia do Federal Reserve, que monitora de perto os indicadores de inflação para definir sua política monetária. A queda nos preços ao produtor pode influenciar as expectativas sobre os próximos passos do banco central em relação às taxas de juros.





