A Gol Linhas Aéreas (GOLL4) registrou lucro líquido de R$ 1,376 bilhão no primeiro trimestre de 2025, o que representa uma queda de 63,7% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho foi impactado por fatores financeiros, especialmente pela variação cambial e pelos efeitos do financiamento captado no ano anterior, apesar de um crescimento expressivo da receita operacional.
Entre janeiro e março, a receita líquida da companhia atingiu R$ 5,6 bilhões, alta de 19,4% na comparação anual, impulsionada principalmente pela receita com transporte de passageiros, que cresceu 18%. O Ebitda somou R$ 1,236 bilhão no trimestre, queda de 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem Ebitda caiu 4,3 pontos percentuais, para 22%.

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O desempenho operacional foi positivo: o RASK (receita por assento-quilômetro) aumentou 6,6%, alcançando 46,6 centavos, mesmo com a elevação de 12% na oferta de assentos (ASK). Já o PRASK (receita por passageiro-quilômetro) avançou 5,4%, atingindo 42,2 centavos, evidenciando a capacidade da companhia de crescer mantendo a rentabilidade.
No entanto, o cenário financeiro pesou. Em 31 de março, a dívida bruta consolidada da Gol totalizava R$ 33,2 bilhões, pressionada pela desvalorização do real e pelo saldo do DIP Loan, captado no segundo trimestre de 2024. A dívida líquida ajustada sobre o Ebitda dos últimos 12 meses chegou a 5,8 vezes.
A companhia encerrou o trimestre com R$ 1,6 bilhão em caixa e equivalentes, além de R$ 50 milhões em aplicações financeiras e R$ 3 bilhões em contas a receber, totalizando R$ 4,6 bilhões em liquidez, o equivalente a 23,4% da receita dos últimos 12 meses.





