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Americanas registra prejuízo de R$ 496 milhões no 1º trimestre de 2025

Varejista reverte lucro do ano anterior; impacto da Páscoa no segundo trimestre e reestruturação operacional influenciam resultado.

A Americanas (AMER3), em processo de recuperação judicial, apresentou um prejuízo líquido de R$ 496 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 453 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A companhia atribui parte significativa dessa diferença à contabilização de receitas extraordinárias em 2024, relacionadas à execução do Plano de Recuperação Judicial, no montante de R$ 1,3 bilhão.

A receita líquida consolidada da varejista totalizou R$ 3,1 bilhões entre janeiro e março, representando uma queda de 17,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2024. Segundo a empresa, o desempenho foi impactado pelo descasamento da data da Páscoa, que em 2025 ocorreu em abril, no segundo trimestre, diferentemente de 2024, quando foi celebrada em março.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou negativo em R$ 20 milhões no período, revertendo o ganho de R$ 243 milhões registrado um ano antes. Sem ajustes, o Ebitda foi negativo em R$ 35 milhões, contrastando com o resultado positivo de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2024.

Americanas registra prejuízo de R$ 496 milhões no 1º trimestre de 2025

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A companhia encerrou o trimestre com uma dívida bruta de R$ 1,8 bilhão, composta majoritariamente por debêntures públicas. As disponibilidades totais somaram R$ 2,1 bilhões, incluindo R$ 863 milhões em caixa e R$ 1,2 bilhão em recebíveis de cartão. Dessa forma, a posição de caixa e equivalentes mais recebíveis excedia a dívida financeira em R$ 268 milhões.

No período, o volume bruto de mercadorias (GMV) atingiu R$ 4,1 bilhões, uma redução de 24,8% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O canal físico registrou GMV de R$ 3,1 bilhões, queda de 21,1%, enquanto o canal digital somou R$ 360 milhões, retração de 60,9%.

Em busca de maior eficiência operacional, a Americanas encerrou as operações de 26 lojas no trimestre, sendo 18 no formato express e 8 convencionais, resultando em uma redução de 1,6% na área total de vendas.

O CEO da companhia, Leonardo Coelho, destacou que as vendas da Páscoa são tão relevantes quanto as do Natal para a Americanas. “O fato de a data comemorativa ter caído no segundo trimestre do ano distorce a base de comparação”, afirmou o executivo em entrevista ao Broadcast.

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