O Itaú Unibanco encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente gerencial de R$ 11,128 bilhões, alta de 13,9% na comparação anual e acima da expectativa média de R$ 11 bilhões, conforme projeções compiladas pela LSEG. Em relação ao quarto trimestre de 2024, o avanço foi de 2,2%, impulsionado principalmente pela elevação da margem financeira com clientes e pelo aumento da rentabilidade.
A margem financeira total atingiu R$ 30,3 bilhões, crescimento de 12,8% frente ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para a margem com clientes, que subiu 13,9% em doze meses e 3,2% na comparação trimestral. Já a margem com o mercado, apesar de uma queda anual de 12,8%, teve ligeira alta frente ao trimestre anterior, beneficiada pelo melhor desempenho da mesa de trading.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) alcançou 22,5%, superando os principais concorrentes Santander (17,4%) e Bradesco (14,4%). No Brasil, o ROE foi ainda maior, atingindo 23,7%.
O custo do crédito somou R$ 8,98 bilhões, alta de 2,1% em doze meses, refletindo maior volume de descontos concedidos (+14%) e recuperação de créditos baixados como prejuízo (+14%). Na comparação trimestral, o aumento foi de 3,8%, influenciado por sazonalidade e queda na recuperação de crédito (-19,6%).

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A carteira de crédito total chegou a R$ 1,38 trilhão, avanço de 13,2% em um ano, mas recuo de 1,7% frente a dezembro de 2024. Houve retração nas linhas para pequenas, médias e grandes empresas, além de impacto negativo da variação cambial na América Latina. Excluindo os efeitos cambiais, a carteira permaneceria praticamente estável no trimestre. A inadimplência acima de 90 dias caiu para 1,9%, menor nível em mais de quatro anos, enquanto o índice entre 15 e 90 dias subiu 0,2 ponto percentual, reflexo do início do ano e de um caso isolado no segmento corporativo.
As receitas com prestação de serviços cresceram 3,5% em doze meses, para R$ 11,2 bilhões, e as operações de seguros avançaram 13,8%, para R$ 2,98 bilhões. No entanto, ambas registraram queda na comparação trimestral, afetadas por fatores sazonais e mudanças regulatórias como a Resolução 4.966, que alterou o reconhecimento de tarifas de crédito.
O índice de eficiência consolidado atingiu 38,1%, o menor da série histórica, refletindo a gestão eficaz de custos e ganhos de produtividade. Já o índice de Basileia recuou para 15,7%, com redução nos indicadores de capital Nível I e principal.
Mesmo com o fechamento de agências, o banco manteve sua trajetória de crescimento lucrativo e destacou, em seu relatório, a confiança em sustentar a qualidade dos ativos e a eficiência operacional ao longo de 2025.





