Payroll surpreende negativamente e economia dos EUA perde 92 mil vagas em fevereiro

A economia dos Estados Unidos registrou fechamento inesperado de vagas de trabalho em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics. O país perdeu 92 mil postos no período, contrariando a expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam a criação de cerca de 59 mil vagas. O resultado sucede um desempenho mais forte em janeiro, cuja geração de empregos foi revisada para baixo, passando de 130 mil para 126 mil postos. Analistas apontam que parte da queda registrada em fevereiro foi influenciada por fatores pontuais, como uma greve envolvendo cerca de 31 mil trabalhadores do sistema de saúde da Kaiser Permanente, além de condições climáticas rigorosas em algumas regiões do país. Clique aqui para começar a investir com quem entende Economistas também destacam que o avanço expressivo do emprego no início do ano foi parcialmente impulsionado por ajustes metodológicos realizados pelo órgão responsável pelas estatísticas trabalhistas, o que pode ter inflado temporariamente os números de janeiro. A paralisação dos trabalhadores da saúde, concentrada na Califórnia e no Havaí, já foi encerrada. Apesar da perda de vagas, a taxa de desemprego subiu apenas levemente, passando de 4,3% em janeiro para 4,4% em fevereiro, nível ainda considerado baixo pelos padrões históricos do país. Especialistas avaliam que o mercado de trabalho norte-americano caminha para uma fase de maior estabilidade após sinais de desaceleração ao longo de 2025. O cenário também segue marcado por incertezas ligadas à política comercial do governo de Donald Trump. Tarifas impostas anteriormente foram derrubadas pela Suprema Corte, mas acabaram substituídas por novas taxas globais de importação, o que mantém cautela entre empresas e investidores. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!

IGP-DI recua 0,84% em fevereiro e registra queda puxada por commodities e desaceleração no consumo

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,84% em fevereiro, após avanço de 0,20% em janeiro, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula retração de 0,64% no ano e queda de 2,91% em 12 meses. No mesmo mês de 2025, o índice havia subido 1,00%, acumulando alta de 8,78% no período anual. O movimento de queda foi influenciado principalmente pelo recuo do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,21% no mês, após estabilidade em janeiro. Entre os estágios de processamento, os bens finais registraram alta de 0,42%, revertendo a queda observada anteriormente. Já os bens intermediários recuaram 0,20%, enquanto as matérias-primas brutas intensificaram a trajetória negativa, passando de queda de 0,36% para retração de 3,03%. Clique aqui para começar a investir com quem entende Segundo André Braz, economista do FGV IBRE, a desvalorização de importantes commodities contribuiu para a queda do indicador ao produtor. Itens como minério de ferro, soja, café e milho apresentaram recuos de preços, compensando pressões observadas em proteínas como bovinos, ovos e carne bovina. Esse movimento acabou levando o IPA a encerrar fevereiro em território negativo. No varejo, a inflação ao consumidor também perdeu fôlego. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,14% em fevereiro, após alta de 0,59% no mês anterior. A desaceleração foi puxada principalmente pelos grupos Educação, Leitura e Recreação, Transportes, Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais. Entre os fatores de destaque, houve queda nas passagens aéreas após o período de maior demanda e redução nos preços de ingressos de cinema durante a Semana Nacional do Cinema. Na construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,28% em fevereiro, abaixo da alta de 0,72% registrada em janeiro. A desaceleração refletiu movimentos mais moderados nos custos de materiais, serviços e mão de obra, após o fim do período mais intenso de negociações coletivas no setor. Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!