O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu mais do que o esperado na semana encerrada em 3 de maio, sugerindo que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua resiliente, mesmo diante do cenário de tarifas crescentes e incertezas econômicas. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram em 13 mil, totalizando 228 mil solicitações ajustadas sazonalmente. A expectativa do mercado era de 230 mil pedidos.
O resultado desfaz parcialmente o aumento observado na semana anterior, influenciado por efeitos temporários, como o recesso escolar de primavera no estado de Nova York, que elevou os registros para o maior nível em dois meses. Ainda assim, o movimento mais recente reforça a robustez do mercado de trabalho, mesmo diante de um ambiente externo menos favorável.

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As novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump, que elevam taxas sobre importações chinesas para até 145%, têm pressionado a confiança de empresas e consumidores. A administração norte-americana argumenta que as medidas são necessárias para reverter o declínio da indústria nacional e compensar os cortes de impostos promovidos pelo governo. No entanto, economistas alertam para o potencial impacto inflacionário e a possível desaceleração do crescimento econômico.
Na véspera, o Federal Reserve decidiu manter a taxa básica de juros entre 4,25% e 4,50%. Em comunicado, o banco central destacou que os riscos de inflação e desemprego permanecem elevados. O presidente da instituição, Jerome Powell, admitiu que as tarifas impostas superaram as projeções iniciais e advertiu que, se mantidas, podem provocar efeitos adversos sobre a atividade econômica e o mercado de trabalho.
Apesar do cenário desafiador, o número de demissões em grande escala segue contido. A dificuldade enfrentada pelas empresas para contratar durante e após a pandemia da Covid-19 ainda contribui para a cautela na dispensa de funcionários. Contudo, setores mais expostos à dinâmica do comércio internacional já apresentam cortes pontuais, e o aumento da incerteza tem freado novas contratações, prolongando o tempo de recolocação dos desempregados.




