A prévia da inflação brasileira, medida pelo IPCA-15, caiu 0,14% em agosto, após alta de 0,33% em julho, informou nesta segunda-feira (26) o IBGE. O resultado surpreendeu o mercado, sendo o primeiro negativo desde julho de 2023 e o menor desde setembro de 2022. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 5,30% para 4,95%, reforçando sinais de alívio de preços no curto prazo.

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O grupo Habitação foi o principal responsável pela queda, recuando 1,13% após alta de 0,98% no mês anterior, impactado pelo desconto do Bônus de Itaipu, que derrubou a energia elétrica em 4,93%, apesar da vigência da bandeira vermelha patamar 2. Já Alimentação e bebidas mostraram queda de 0,53%, com recuo expressivo de itens básicos como batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%) e arroz (-3,12%).
Transportes também colaboraram, registrando queda de 0,47%, puxados por combustíveis e passagens aéreas.Entre os grupos que avançaram, destaque para Despesas pessoais, com alta de 1,09%, influenciada pelos reajustes em jogos de azar. Saúde e cuidados pessoais subiram 0,64%, refletindo aumentos em planos de saúde e produtos de higiene. Já Educação avançou 0,78%, impulsionada por cursos regulares e de idiomas. Regionalmente, São Paulo foi a única área a registrar inflação (0,13%), enquanto Belém apresentou a maior deflação (-0,61%), com quedas expressivas na energia e nos combustíveis.




