O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, métrica de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve, subiu 0,3% em julho, repetindo o avanço de junho. Na comparação anual, a alta foi de 2,9%, também dentro do esperado pelos analistas. Já o PCE cheio, que inclui alimentos e energia, mostrou aumento de 0,2% no mês e 2,6% em 12 meses, igualmente em linha com as projeções.
Apesar da persistência da inflação, os gastos das famílias norte-americanas mostraram força. O consumo avançou 0,5% em julho, após revisão para cima de 0,4% em junho, impulsionado por baixo nível de demissões e crescimento salarial consistente. O desempenho veio em linha com as estimativas de mercado, reforçando a resiliência da maior economia do mundo.

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Ainda assim, a desaceleração do mercado de trabalho gera preocupação. Nos últimos três meses até julho, a criação média de vagas foi de 35 mil por mês, contra 123 mil no mesmo período de 2024. Esse enfraquecimento reforça a expectativa de que o Fed possa reduzir a taxa de juros em sua próxima reunião, marcada para 16 e 17 de setembro. Atualmente, a taxa básica está na faixa de 4,25% a 4,50%.
O cenário indica um equilíbrio delicado: de um lado, o consumo segue sustentando a atividade; de outro, as tarifas sobre importações elevam custos e pressionam a inflação, enquanto a fragilidade no emprego pode pesar sobre o crescimento. O posicionamento do Fed será crucial para definir os próximos rumos da economia americana.




