A inflação ao consumidor da zona do euro perdeu força no início do ano e ficou em 1,7% em janeiro, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (4) pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam alta de 1,8%, e permaneceu inferior à meta oficial de 2% perseguida pelo Banco Central Europeu (BCE).
Na comparação mensal, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou 0,5%, em linha com as previsões do mercado. O dado reforça a percepção de arrefecimento das pressões inflacionárias no bloco, após um período de maior volatilidade nos preços ao longo do ano passado.

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O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de energia e alimentos, também mostrou desaceleração. O indicador avançou 2,2% em termos anuais em janeiro, abaixo da leitura de 2,3% registrada em dezembro, sinalizando uma perda gradual de fôlego das pressões inflacionárias subjacentes.
Além dos números, a Eurostat informou mudanças metodológicas no Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC), que passaram a valer a partir de 4 de fevereiro de 2026. O índice passou a ser calculado com base na nova Classificação Europeia de Consumo Individual por Finalidade, versão 2, alinhada à COICOP 2018 das Nações Unidas.
Entre as alterações, os jogos de azar passaram a ser incluídos no IHPC como parte dos serviços de recreação, dentro da categoria “Recreação, esporte e cultura”. O período de referência do índice também foi atualizado, movimento que busca maior aderência às mudanças nos padrões de consumo das famílias europeias.





