O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,07% em julho, marcando desaceleração frente à queda de 1,80% registrada em junho. No acumulado do ano, o índice recua 1,82%, enquanto, em 12 meses, mantém alta de 2,91%. No mesmo mês de 2024, o IGP-DI havia avançado 0,83%.
O principal responsável pela queda foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 0,34% em julho, após queda de 2,72% em junho. O recuo foi menos intenso, especialmente no estágio das matérias-primas brutas, que voltaram a subir 0,43% após uma queda de 4,95% no mês anterior. No segmento de bens finais, a queda foi de 1,00%, com destaque para alimentos e combustíveis.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,16% para 0,37% em julho. Entre os grupos que contribuíram para esse movimento estão os reajustes nos jogos lotéricos, energia elétrica e cuidados pessoais. Em contrapartida, itens como vestuário, transportes e comunicação apresentaram leve deflação.

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também apresentou avanço significativo, com alta de 0,91% em julho, ante 0,69% em junho. A pressão veio principalmente dos produtos de PVC, impactados pelo aumento das tarifas de importação, afetando itens como tubos e conexões.
De forma geral, o núcleo do IPC subiu levemente, de 0,32% para 0,33%, enquanto o Índice de Difusão (que indica a proporção de itens em alta) saltou para 56,77%, contra 50,97% em junho, sugerindo uma disseminação maior dos aumentos de preços no mês.





