>>>

IGP-10 recua 1,65% em julho com queda nos preços ao produtor e desaceleração da inflação ao consumidor

Nova queda intensificada no atacado e desaceleração nos custos da construção indicam alívio nos preços, mas demanda fraca ainda preocupa.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou recuo de 1,65% em julho, após queda de 0,97% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Com esse resultado, o índice acumula queda de 1,42% no ano, embora ainda apresente alta de 3,42% no acumulado de 12 meses. Em julho do ano passado, o indicador havia subido 0,45%.

De acordo com Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a retração foi influenciada por baixas acentuadas em todas as etapas do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), principalmente no café em grão. O grupo de transportes também colaborou para o alívio da inflação ao consumidor, impulsionado pela queda no preço da gasolina, refletindo o último reajuste da Petrobras às distribuidoras.

O IPA, que representa 60% do IGP-10, caiu 2,42% no mês, acentuando a retração anterior de 1,54%. Houve recuo expressivo em Matérias-Primas Brutas (-4,21%), Bens Intermediários (-1,29%) e Bens Finais (-0,90%). A desaceleração do grupo de bens alimentares e combustíveis foi determinante para o resultado.

Clique aqui para começar a investir com quem entende

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação para as famílias, desacelerou de 0,28% em junho para 0,13% em julho. Quedas foram observadas nos grupos Habitação, Saúde e Cuidados Pessoais, Alimentação e Transportes. Apenas Educação, Leitura e Recreação, e Despesas Diversas apresentaram avanço nas taxas de variação.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,57% em julho, abaixo dos 0,87% de junho. A desaceleração foi puxada principalmente pelo grupo Mão de Obra, que reduziu sua variação de 2,38% para 0,94%, refletindo menor frequência de reajustes salariais. Por outro lado, os grupos Serviços e Materiais e Equipamentos aceleraram no mês.

Apesar do alívio generalizado nos preços, os dados sugerem uma economia ainda fragilizada pela demanda interna fraca e pelas incertezas externas, o que pode manter a inflação sob controle, mas também limitar o crescimento nos próximos meses.

Quer saber como isto afeta os seus investimentos? Converse agora com um assessor de investimentos da Allure Capital e descubra!