A Direcional Engenharia (DIRR3) iniciou 2025 com resultados sólidos e acima das expectativas. No primeiro trimestre do ano, a companhia reportou lucro líquido de R$ 164,5 milhões, alta de 9,5% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro operacional ajustado – que desconsidera efeitos não recorrentes – cresceu 31,5% na base anual, totalizando R$ 157,9 milhões.
A receita líquida atingiu R$ 894,1 milhões, um aumento expressivo de 33,6%. Já o Ebitda ajustado somou R$ 234 milhões, com margem de 26,2%, avanço de dois pontos percentuais na comparação anual. Segundo analistas, os bons resultados refletem a combinação de maior controle de custos, aumento nos preços de venda e diluição de despesas fixas.
A margem bruta ajustada, que considera apenas efeitos recorrentes, atingiu o patamar histórico de 41,5%, superando as projeções do mercado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ajustado anualizado subiu para 30%, frente aos 24% registrados um ano antes.
Mesmo com uma leve volta da alavancagem — com índice dívida líquida/patrimônio líquido em 10,9% —, a Direcional manteve geração de caixa positiva, em R$ 10 milhões. A participação da companhia nos empreendimentos lançados chegou a 89%, o maior nível já registrado, o que contribuiu para a redução de 44% na equivalência patrimonial.

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A margem do estoque a reconhecer, indicador que projeta a rentabilidade futura de projetos vendidos e ainda em construção, alcançou 44,1%, também o maior patamar da história da companhia. No período, o VGV lançado foi de R$ 802 milhões, sendo 80% voltado ao programa Minha Casa Minha Vida e 20% à Riva, marca de médio padrão. As vendas líquidas somaram R$ 1,1 bilhão.
A companhia realizou ainda uma emissão de R$ 370 milhões em CRIs e passou a integrar a carteira do Ibovespa. No mercado, os papéis DIRR3 acumulam alta de cerca de 47% em 2025.
Bradesco BBI, Itaú BBA e Bank of America mantêm recomendação positiva para a ação, destacando o forte desempenho operacional, a geração de valor e o ambiente favorável para o segmento de habitação popular. Os três bancos têm preço-alvo de R$ 38 para os papéis, projetando reprecificação do lucro por ação e dividend yield em torno de 12% para 2025.
Com o avanço dos projetos e mudanças no Minha Casa Minha Vida, analistas acreditam que a Direcional deve manter o ritmo de crescimento nos próximos trimestres, sustentada por margens elevadas, velocidade de vendas estável e expansão gradual da receita.




