A Cury Construtora (CURY3) fechou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 213,5 milhões, o maior da sua história, representando um crescimento de 51,2% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete o fortalecimento das operações da empresa, impulsionado pelo aumento dos lançamentos, maior velocidade de vendas e expansão da receita, com consequente ganho de margem.
A receita líquida da companhia somou R$ 1,216 bilhão entre janeiro e março, alta de 45,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado alcançou R$ 289,5 milhões, avanço de 53,8%, com margem de 23,8%, crescimento de 1,3 ponto percentual. Segundo o vice-presidente comercial da Cury, Leonardo Mesquita, os números acompanham o ciclo de evolução operacional da empresa: “Crescer as operações e transformar isso em bons resultados financeiros é um grande desafio”, afirmou.
Com atuação concentrada nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, a Cury vem colhendo os frutos da estratégia de lançamentos em áreas com alta demanda e boa liquidez. No primeiro trimestre, foram lançados 14 empreendimentos, totalizando 9,1 mil unidades e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,666 bilhões, um salto de 77,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. As vendas líquidas alcançaram R$ 1,919 bilhão, avanço de 44,6% na base anual.

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A companhia também reportou melhora na margem bruta ajustada, que passou para 39,0%, e margem REF de 43,1%, sinalizando potencial de ganho futuro à medida que os empreendimentos forem entregues. Apesar da pressão nos custos de construção, a empresa afirmou que os impactos estão dentro do previsto. “Não dá para dizer que esteja bom, mas ainda está dentro do planejado”, comentou Mesquita.
As despesas operacionais totalizaram R$ 195,6 milhões, crescimento de 42,4% devido à ampliação das atividades. Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 14,5 milhões, impactado pela alta dos juros no País. A geração de caixa ficou em R$ 25,7 milhões, alta de 50,4%, e o caixa líquido encerrou o trimestre em R$ 261 milhões, queda de 39% em relação ao ano anterior.
A empresa também vê perspectivas positivas com a implementação da nova Faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida, que ampliou o público-alvo e já movimenta um elevado volume de simulações de financiamento na Caixa Econômica Federal. A expectativa, segundo a Cury, é de que essas simulações se convertam em vendas no curto prazo, mantendo o ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2025.





