O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo FGV IBRE, caiu 0,5 ponto em agosto, atingindo 86,2 pontos. Na média móvel trimestral, o recuo foi de 0,1 ponto, para 86,3 pontos, mantendo o indicador em patamar baixo e sem sinalizar tendência clara de recuperação.

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Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, a confiança tem oscilado em faixa estreita nos últimos meses, refletindo cautela diante do elevado endividamento e inadimplência das famílias. A queda no mês foi resultado exclusivo da deterioração das expectativas para os próximos meses, ainda que as avaliações sobre a situação atual tenham melhorado.
O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 1,1 ponto, para 84,5 pontos, puxado pela percepção mais favorável sobre a condição financeira das famílias, que subiu 2,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,3 ponto, para 88,1 pontos, pressionado pela terceira queda seguida do indicador de situação econômica futura, que caiu 2,8 pontos, e pela retração de 2,6 pontos na projeção da situação financeira das famílias, ao menor nível desde setembro de 2021. Em contrapartida, o indicador de compras de bens duráveis subiu 1,3 ponto, para 88,2, sinalizando algum otimismo em relação ao consumo.




