Após três meses de alta, a confiança do comércio voltou a registrar queda em julho, indicando fragilidade na recuperação do setor varejista. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), calculado pelo FGV IBRE, recuou 2,2 pontos no mês, atingindo 87,1 pontos, abaixo do nível observado em 2024. Em médias móveis trimestrais, o indicador também registrou queda, de 0,1 ponto, para 88,4 pontos.
Segundo a economista Geórgia Veloso, do FGV IBRE, a retração interrompe uma trajetória de otimismo que já apresentava sinais de desaceleração. “A confiança baixa e disseminada entre todos os tipos de consumo evidencia que a recuperação do setor não depende de um único fator, mas sim de uma melhora ampla e sustentada do cenário macroeconômico, que segue desafiador”, destacou.

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A piora da confiança foi observada em três dos seis principais segmentos avaliados, atingindo tanto as avaliações sobre o momento presente quanto as expectativas para o futuro. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) teve o segundo recuo consecutivo, caindo 2,4 pontos, para 88,2. O subcomponente que mede a situação atual dos negócios caiu 4,1 pontos, para 87,9, enquanto o volume de demanda atual teve retração de 0,7 ponto, ficando em 88,7.
Já o Índice de Expectativas (IE-COM) também recuou, com queda de 1,8 ponto, para 86,7. As perspectivas de vendas para os próximos três meses recuaram 2,4 pontos, chegando a 86,4, e a tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 1,0 ponto, para 87,5.
Apesar de um ambiente aparentemente mais positivo em termos de renda e emprego, o setor ainda não consegue enxergar uma retomada consistente do consumo. A combinação de juros elevados, incertezas econômicas e pressão nos custos continua limitando o avanço da atividade comercial.





